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Anvisa libera cultivo de cannabis medicinal e mais
por Manuela Aquino
foto: imagem gerada por IA
A Anvisa autorizou o cultivo de cannabis sativa no Brasil exclusivamente para fins medicinais e de pesquisa. A decisão marca mais um passo concreto no processo de legalização — ainda que estritamente conectado ao uso medicinal — da cannabis no país. Na prática, o que entra no radar agora é a construção de uma cadeia com regulação, rastreabilidade e segurança rígidas, que começa a se aproximar a um modelo “industrial” de produtos medicinais com a cannabis e também incentiva a pesquisa científica.
Entre os destaques positivos estão a reconfiguração da indústria farmacêutica nacional, incluindo farmácias de manipulação, que tendem a ter um portfólio mais democrático, com preços mais acessíveis usando matéria-prima local. A inclusão das associações também é considerada um marco, ainda que sob um desenho regulatório lido como insuficiente. “Esse é o passo mais relevante para mim: é preciso que o acesso fique realmente mais democrático, direcionado a pessoas que se beneficiam diretamente do cultivo e extração sem depender de farmacêuticas” disse Ana Julia Kiss, fundadora da Humora, start-up brasileira de produtos medicinais à base de cannabis sediada nos EUA.
As críticas giram em torno das limitações impostas pelas novas regras. “O grande debate é sobre formatos que ainda devem ser importados e, sobretudo, sobre a concentração de THC estabelecida nas diretrizes, que pode ser insuficiente para muitos medicamentos e tratamentos”, ressalta Ana Julia.
O ponto alto, para muitos especialistas, é a definição de regras mais amplas sobre o cultivo exclusivamente direcionado para pesquisa científica, que pode gerar um efeito dominó de mudanças legais. “ É muito importante, para, passo a passo, modular a legislação à medida que as evidências sustentam novas necessidades”, diz.
por Vânia Goy
Boletim
Novos dados sobre o mercado estético
O mercado global de cirurgia estética, medicina estética e dermatologia deve alcançar €23,4 bilhões até 2030. O dado é de um estudo do IMCAS (International Master Course on Aging Science), em parceria com o Boston Consulting Group (BCG) e a Cetas Healthcare Intelligence. Avaliado em €18 bilhões em 2025, o setor projeta crescimento de cerca de 30% no período. Os injetáveis seguem como principal motor desse avanço, concentrando mais de 50% do faturamento global e movimentando €9,6 bilhões em 2025. O estudo também aponta uma mudança relevante no perfil dos pacientes: Geração Z e Millennials passam a acessar a medicina estética cada vez mais cedo, com foco em prevenção, enquanto o público masculino cresce de forma acelerada. Entre 2018 e 2024, a demanda de homens aumentou 95% em cirurgias e 116% em procedimentos não invasivos. Outro fator de impacto é a popularização dos tratamentos com GLP-1, especialmente nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, 40% dos pacientes que utilizam a medicação recorrem a procedimentos estéticos complementares, e 60% das clínicas já oferecem serviços específicos para quem passou por uma perda de peso significativa.
Lá fora, Dove lança linha de desodorantes recarregáveis
A marca anunciou a ampliação de suas iniciatiavas em desodorantes recarregáveis com a consolidação da linha Dove Refillable, que traz kits de estojos reutilizáveis e refis sólidos antitranspirantes de 35 ml. São três kits iniciais com estojos reutilizáveis, desenvolvidos para longa durabilidade, e refis sólidos antitranspirantes de 35 ml, formulados para oferecer proteção eficaz ao longo do dia. As fragrâncias disponíveis são Original, Violet & Tonka Bean e Peony & Pineapple. Segundo a Unilever, o mercado global de desodorantes recarregáveis cresceu 45% no último ano e já representa cerca de 4% do total da categoria. Um dos movimentos estratégicos da empresa nesse sentido foi a aquisição da marca Wild, especializada em desodorantes com refil, em um negócio estimado em €275 milhões. A novidade está alinhada às metas globais de sustentabilidade da Unilever para 2030, que incluem tornar 100% das embalagens plásticas reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis e reduzir em 40% o uso de plástico virgem até 2028.
E mais
A Natura anunciou um rebranding com atualização de sua identidade visual. As mudanças incluem ajustes no logo, novas formas mais orgânicas e tipografia atualizada, aplicadas de maneira sutil. A nova identidade será apresentada de forma gradual ao consumidor, em embalagens, campanhas, pontos de venda e comunicação institucional.
Chega ao mercado o Rennova App, plataforma criada para centralizar o contato entre médicos, distribuidores e profissionais da estética. A ferramenta reúne histórico de compras, comunicação, programas de fidelização, eventos e gestão financeira em um único ambiente.
A Risqué anunciou parceria com o Lollapalooza Brasil, com ativações presenciais durante o festival e ações digitais. O destaque fica por conta da collab de esmaltes, com cores vibrantes em acabamentos neon e metalizados.
Em mais um investimento em longevidade, a Clinique La Prairie lançou o programa Life Reset, que combina avaliações clínicas, acompanhamento psicológico e abordagens integrativas voltadas ao equilíbrio mental e ao bem-estar de longo prazo.
A Anvisa abriu consultas públicas para revisar as regras sobre embalagens de cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes no Brasil. A proposta é modernizar o marco regulatório e alinhar o país a práticas internacionais. Empresas, especialistas e a sociedade civil podem enviar contribuições até 21 de março de 2026.
A artista Pepita lançou seu primeiro perfume no Dia da Visibilidade Trans, marcando sua estreia no mercado de fragrâncias. A criação aposta em uma composição floral adocicada, com notas frutadas e fundo amadeirado.
A L’Oréal Professionnel anunciou a criação de um coletivo criativo global, reunindo hairstylists e coloristas de diferentes países. Entre os profissionais selecionados está o brasileiro Washington Nunnes, do salão Fidalga.
A Boca Rosa Beauty lançou seu primeiro lip oil em colaboração com a Adidas, em uma ação voltada para o Carnaval. A parceria inclui também uma edição especial do tênis Superstar em versão rosa.