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Depois da K-Beauty: C-Beauty promete ser a nova onda no Brasil, o crescimento do TikTok Shop e mais
por Redação Belezinha
foto: Florasis (reprodução/Instagram)
NOTÍCIAS DA SEMANA
1. C-Beauty no Brasil
Que os brasileiros já estão totalmente convencidos pela K-beauty a gente já sabe. Mas a próxima onda asiática começa a ganhar novos sotaques. Na última semana, o Grupo Klasmē anunciou, durante a Beauty Fair, a chegada de seis marcas chinesas ao Brasil: Florasis (a mais popular delas), O.TWO.O, Gogo Tales, VeecciI, Skinever e Tang Dynasty. O grupo, que já importava produtos da Coreia do Sul, Japão e Taiwan, quer se tornar uma plataforma de distribuição de marcas asiáticas no país. Os números ajudam a dimensionar a oportunidade: as exportações de cosméticos da Coréia do Sul para o Brasil cresceram 951% em 2025, atingindo US$ 54,36 milhões, segundo o Korea Customs Service. Já as importações brasileiras de itens de beleza e higiene vindos da China passaram de US$ 157,7 milhões em 2024 para US$ 220,3 milhões em 2025, de acordo com dados da ABIHPEC – um dos destaques nos últimos meses é a chegada da SheGlam ao país. A estimativa, segundo reportagem da Exame, é que esse mercado alcance US$ 20 bilhões até 2030.
2. TikTok Shop já é o quarto maior e-commerce de beleza e saúde nos EUA
Nos Estados Unidos, o TikTok Shop já é o quarto maior e-commerce de health & beauty, atrás apenas de Amazon, Walmart e Target, segundo dados da Pattern apresentados no evento State of Play, da BeautyMatter. O crescimento vem acompanhado de uma mudança importante: em oito das dez maiores marcas da categoria, mais de 90% do GMV é gerado por conteúdo de afiliados (e não pelos canais próprios das empresas!). A Medicube é um ótimo exemplo: líder em vendas na plataforma, publicou quase 125 mil vídeos e 27 mil lives em 30 dias e movimentou cerca de US$ 20 milhões no período (!!!). Na última semana, a Sephora também anunciou sua estreia no TikTok Shop americano com o Sephora Drop Shop, uma operação de lançamentos mensais — a própria Sephora informa que beleza já é a categoria mais buscada do TikTok, com mais de 1 bilhão de buscas por mês. Ainda em desenvolvimento no Brasil, o TikTok Shop começa a consolidar um modelo especialmente relevante para beleza (e o mercado americano ajuda a dimensionar o tamanho que esse canal pode alcançar!).
3. Natura muda comando para abrir um novo ciclo de crescimento
A Natura anunciou mudanças de liderança na última semana: João Paulo Ferreira deixa a presidência depois de dez anos e será substituído por Alessandro Carlucci, executivo que já ocupou o cargo de CEO entre 2005 e 2014. Durante a gestão de Ferreira, a Natura triplicou a receita e consolidou a liderança em beleza e cuidados pessoais na América Latina. A mudança chega poucos meses depois da entrada da Advent International no capital da empresa, com participação de pelo menos 8% e direito a indicar dois membros do conselho. Carlucci também assume o posto deixado por Tatiana Ponce, CMO e vice-presidente de P&D e inovação. Durante seus mais de três anos na companhia, Ponce participou da integração das estruturas de P&D, da estratégia das marcas Natura e Avon e da reorganização dos processos de inovação e portfólio. As movimentações respondem a um desafio central da companhia: voltar a crescer no Brasil. No primeiro semestre de 2026, a receita líquida da Natura caiu 8,5%, enquanto a operação brasileira recuou 10,7%.
4. L’Oréal se conecta à inovação coreana da Cosmax
A L’Oréal assinou um memorando de entendimento com a Cosmax, uma das maiores fabricantes de cosméticos da Coreia do Sul, para colaborar no desenvolvimento global de produtos, ingredientes cosméticos e ativos e novos formatos inspirados pela indústria coreana. É uma parceria que ajuda a explicar por que K-Beauty se tornou tão relevante para a indústria global. A Cosmax desenvolve mais de 8 mil novos produtos por ano para marcas do mundo todo, emprega mais de 1.100 pesquisadores e reúne mais de 200 tecnologias registradas. Esse é um sinal importante também para mercados como o Brasil: K-beauty deixa de ser apenas uma categoria de marcas e produtos importados e passa a influenciar o sistema de P&D das maiores companhias de beleza do mundo.
5. Beleza cresce na América Latina
Segundo o Beauty Book 2026, da Circana, entre janeiro e novembro de 2025, as vendas de beleza no mercado massivo cresceram 26% em cinco mercados da região (Brasil, México, Argentina, Chile e Peru) enquanto prestige avançou 12% – parece pouco, mas não é: entre as regiões comparadas no relatório, LATAM teve crescimento de prestige inferior apenas ao da China.
As categorias premium seguem aquecidas: haircare foi a categoria que mais cresceu, com alta de 30%, seguida por 16% em maquiagem, 15% de fragrâncias e alta de 13% em skincare. Os números mostram que o mass market ganha velocidade, mas existe disposição para gastar mais quando há desejo, performance ou valor percebido – sobretudo em categorias como fragrâncias e cabelos.
E mais
. Wella prepara abertura de capital nos Estados Unidos. A companhia protocolou o pedido para realizar um IPO e pretende negociar suas ações na Bolsa de Nova York. Os documentos abrem pela primeira vez os números do grupo: no ano fiscal encerrado em junho de 2026, a Wella faturou US$ 2,9 bilhões, alta de 9,2%, e registrou lucro líquido de US$ 62 milhões, depois de prejuízo de US$ 8,7 milhões no ano anterior.
. Tom Ford Beauty abre sua primeira boutique na América Latina. A marca inaugura, no final de setembro, a sua primeira loja própria no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. O espaço reunirá a oferta completa de fragrâncias, maquiagem e skincare da marca de luxo.
. Vult quer crescer 20% em maquiagem até 2027. A marca do Grupo Boticário iniciou a maior reformulação de seus 20 anos. Além de produtos e identidade, a estratégia inclui novos expositores e materiais para aumentar experimentação e giro no varejo.
. Brasil já é o terceiro maior mercado global de higiene infantil. O mercado brasileiro de higiene e beleza deve movimentar cerca de R$ 260 bilhões em 2026, segundo dados da ABIHPEC publicados pela Exame. Recentemente, falamos sobre o boom dessa categoria no mundo.
. O homem “high maintenance” é tendência no Pinterest. Dados da plataforma mostram que as buscas feitas por homens da Geração Z cresceram 17% em um ano e são eles que respondem por mais de 62% das buscas mensais sobre rotinas de beleza. Você já ouviu antes no CIAO BELA.
. A Meta quer colocar um agente de IA entre o consumidor e a compra. A empresa anunciou o Muse, agente integrado a WhatsApp, Instagram e Facebook, capaz de pesquisar produtos, fazer recomendações e navegar até o checkout, com pagamento autorizado pelo usuário. Por enquanto, confiança pode ser uma barreira: 31% dos participantes de uma pesquisa da Vogue Business disseram estar abertos a comprar com ajuda de IA.
. MaxLove cria Bumi Love, marca de maquiagem e cuidados pessoais para consumidores das gerações Z e Alpha. Com mais de 30 anos no mercado brasileiro, a marca aposta em produtos multifuncionais e colecionáveis e traz Rafaella Justus como embaixadora, em sua primeira parceria nesse papel com uma marca de beleza.
. Natura seleciona startups para o Innovation Challenge 2026. O programa de aceleração da companhia, voltado a negócios de beleza, bem-estar, beauty tech e femtech, escolheu AmoKarité, Bond Rio, Gauss, Gestar Organics, Juice Rio, Latina, Proper Jack e SetYou para a nova edição.
. Beauty Fair mira R$ 1,3 bilhão em negócios em 2026. Segundo o Brazil Beauty News, a expectativa é que a edição deste ano mantenha o volume movimentado em 2025, com a perfumaria respondendo por 15% do total. Em seu segundo ano, o pavilhão B2B dedicado a perfumes cresceu cerca de 30% em área, impulsionado pelo avanço dos body splashes e da perfumaria árabe.