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Anos nas redes sociais podem alterar percepção do próprio rosto, sugere estudo e mais
por Redação Belezinha
ilustração: Victoria Andreolli
Anos de Instagram podem afetar a percepção do próprio rosto, diz pesquisa
Passar anos olhando para rostos cada vez mais parecidos nas redes sociais pode mexer não só com a forma como enxergamos nossa aparência, mas com a percepção que temos do próprio rosto. É o que sugere um novo estudo publicado na revista Computers in Human Behavior, que acompanhou 95 homens e mulheres das gerações Millennial e Z, usuários do Instagram havia, em média, oito anos. Em um experimento de realidade virtual, os participantes observaram o rosto de um desconhecido receber um toque na bochecha durante 120 segundos, enquanto sentiam o mesmo estímulo no próprio rosto. Os dois não eram parecidos — a única característica em comum era o gênero. Depois, os voluntários responderam a perguntas sobre o quanto haviam sentido que aquele rosto poderia ser o seu. O resultado: quanto mais anos de Instagram, maior a tendência de se identificar com o rosto do desconhecido. Não significa, claro, que estamos literalmente esquecendo como somos. Mas, para os pesquisadores, o resultado levanta uma questão interessante sobre o efeito de anos de exposição a padrões de beleza cada vez mais homogêneos. “Quando você passa muito tempo online e é exposto constantemente a esses padrões de beleza, deixa de sentir a mesma percepção de singularidade”, explicou à Allure Maria Sansoni, principal autora do estudo e pesquisadora da Università Cattolica del Sacro Cuore, em Milão. É aí que entra o já conhecido “Instagram face”: peles sem textura, sobrancelhas marcadas, lábios volumosos e outros traços que se repetem feed afora. De tanto vê-los, nosso cérebro pode começar a entendê-los como uma espécie de padrão. “O problema não é simplesmente ver uma pessoa que acho bonita, mas o estímulo excessivo se transformar na crença de que, se eu não me pareço com aquilo, algo está errado comigo”, explicou à Allure a psicoterapeuta Francesca Emma. O estudo é pequeno e mostra uma associação, não uma relação de causa e efeito. Ainda assim, traz uma nova camada para uma discussão que já conhecemos bem: a influência das redes sociais sobre a maneira como enxergamos a própria aparência. Um levantamento do Dove Self-Esteem Project mostrou que 52% das meninas entrevistadas associavam conteúdos tóxicos de beleza à baixa autoestima, enquanto 90% seguiam ao menos uma conta que as fazia se sentir menos bonitas. Já o relatório Likes and Lows 2026, da Cybersmile em parceria com a Erborian, apontou que 66% dos entrevistados se comparam a pessoas ou estilos de vida vistos nas redes, e 60% dizem que esse conteúdo afeta negativamente sua autoestima.
Peptídeos experimentais avançam no debate regulatório
Os peptídeos que viraram febre entre interessados em longevidade, estética e bem-estar estão no centro de uma discussão regulatória nos Estados Unidos. Em julho, um comitê consultivo da FDA recomendou a inclusão de seis substâncias ainda não aprovadas pela agência — BPC-157, KPV, TB-500, MOTS-C, Semax e Epitalon — na chamada 503A Bulks List, que permite que determinadas substâncias sejam utilizadas por farmácias de manipulação. A recomendação ainda precisa ser avaliada pela FDA e não equivale à aprovação desses peptídeos como medicamentos. A movimentação chama a atenção também porque contraria a posição apresentada pela equipe técnica da própria FDA, que havia recomendado que os compostos não fossem incluídos na lista por considerar insuficientes as evidências disponíveis. Se acatada pela agência, a recomendação do comitê pode ampliar o acesso a substâncias que já circulam entre consumidores, apesar das dúvidas sobre sua segurança e eficácia. Uma pesquisa recente da Sermo, plataforma profissional que reúne mais de um milhão de profissionais de saúde, ajuda a dimensionar esse uso: 48% dos 507 médicos americanos consultados disseram ter pacientes que relataram usar peptídeos não aprovados pela FDA nos 12 meses anteriores. Entre os principais motivos estavam perda de peso (69%), antienvelhecimento (57%), ganho de massa muscular (55%) e longevidade (41%). O avanço dos peptídeos experimentais foi tema de uma reportagem da Business of Fashion, que mostrou como a demanda por essas substâncias cresce enquanto as pesquisas sobre sua segurança e a capacidade dos órgãos reguladores de acompanhar esse mercado avançam em outro ritmo. O debate ganhou ainda mais força política desde a chegada de Robert F. Kennedy Jr. ao comando do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA. Kennedy já prometeu combater o que chamou de “supressão agressiva” dos medicamentos à base de peptídeos. Há, porém, preocupação entre pesquisadores. Ouvida pela Business of Fashion, Azza AbuDagga, pesquisadora de serviços de saúde da organização Public Citizen, afirmou que uma flexibilização representaria “um retrocesso significativo”, criando um precedente para que outros compostos sem comprovação suficiente também cheguem ao mercado. Entre os exemplos está o MOTS-C, que não conta com pesquisas publicadas em humanos que comprovem os efeitos pelos quais vem sendo procurado. Enquanto a discussão regulatória avança, o interesse dos consumidores também cresce. Segundo o Spate’s Popularity Index, que acompanha o aumento anual de menções no Google, TikTok e Instagram, o GHK-Cu registrou alta de 1.100%. Epitalon cresceu 165%; KPV, 155%; e MOTS-C, 121%. Você pode ler mais sobre o boom das injeções de peptídeos e o que se sabe sobre elas aqui.
E mais:
. Para comemorar 40 anos, a Skala passa a se chamar Skala Brasil, como parte de um rebranding que reforça a brasilidade de olho em sua internacionalização. A marca exporta para 80 países. Além de mudanças nas embalagens, a campanha “1 a Top” fala da diversidade das belezas e dos cabelos brasileiros. Segundo a Worldpanel by Numerator, a marca lidera o mercado de cuidados capilares em volume de vendas.
. A Klass Vough estreia no mercado de skincare com a linha Klass Vough Skin, inspirada na K-Beauty e com apresentação marcada para a Beauty Fair, de 5 a 8/9. O portfólio reúne dez produtos: água micelar, dois géis de limpeza, três séruns faciais e quatro protetores solares. Entre as referências coreanas estão ativos como PDRN e centella asiática. Os produtos chegam ao mercado com preços entre R$ 39,90 e R$ 129,90.
. “Skelt do Dia” é o novo quiz da marca de beleza, que utiliza perguntas sobre estilo e preferências para indicar opções de perfumes ao consumidor. A ferramenta propõe uma experiência personalizada a partir das respostas dadas durante o teste para orientar a escolha de fragrâncias.
. Pantys e Valisere lançam uma collab de calcinhas absorventes com dois modelos para diferentes intensidades de fluxo, nos tamanhos P a GG (de R$ 139 a R$ 159). As peças chegam nas cores Café, Carmim e Preto e combinam a tecnologia absorvente da Pantys com o design e a renda característicos da Valisere.
. A Moroccanoil anunciou a tenista Aryna Sabalenka, atual número 1 do mundo, como nova embaixadora da marca. A parceria marca a primeira vez que a empresa escolhe uma atleta para representar seu portfólio.
. A Beleza na Web realiza a segunda edição do Beleza Day de 1 a 3/9, no mês em que completa 19 anos. Na primeira edição, a data registrou média de 32 produtos vendidos por minuto durante 48 horas e faturamento 60% superior ao do Dia do Consumidor. Para 2026, a empresa projeta crescimento de 145% na atração de novos consumidores e aumento de 10% nas vendas em relação à estreia.
. Avon e Disney lançam uma coleção de beleza inspirada em Alice no País das Maravilhas, com produtos e embalagens baseados no universo da personagem. As embalagens, diferentonas, incorporam referências visuais da história e de seus personagens.
. A nova patrocinadora oficial do Paulistão Feminino é a Koleston. A marca passa a apoiar as “pausas para hidratação” durante a competição. A estratégia divulga a linha Dupla Poderosa, composta pelo Tratamento Poderoso e pelo Óleo Poderoso 9 em 1.
. Natura UNA e PatBO lançam em setembro uma coleção de maquiagem em edição limitada inspirada na “Latin Soul”, coleção criada por Patrícia Bonaldi. No portfólio, paleta de sombras, duo de blush e iluminador e batom balm, com uma cartela de roxos, marrons, dourados, rosas e vermelhos.
. A Sheglam chega às lojas da Caedu com mais de 60 produtos de maquiagem, ampliando a distribuição da marca no varejo físico brasileiro. O portfólio inclui bases, blushes, máscaras de cílios e outros itens de maquiagem. Clientes com Cartão Caedu têm 20% de cashback nas compras de maquiagem.
. A Natura fecha sua participação no Rock in Rio 2026 destacando o lançamento da Baunilha Amazônica na linha Ekos e o relançamento da maquiagem Faces. No estande da Cidade do Rock, o público poderá participar de jogos para concorrer a brindes como gloss e cremes para as mãos. O grande destaque entre os acessórios é a tradicional pochete laranja, que virou um cinto utilitário modular e personalizável.
. “As sombras da Floresta” é o tema do Baile de Halloween da Sephora deste ano. No dia 15/10 a festa terá shows de Gloria Groove, Iza e Pedro Sampaio.
